sábado, 12 de setembro de 2015

Sobreviventes acusam pai do menino afogado na Turquia de tráfico de pessoas

Pai do pequeno Aylan, Abdullah Kurdi, foi encontrado inconsciente, mas sobreviveu

De acordo com testemunhas ouvidas pela agência Reuters, Abdullah Kurdi pilotava o precário barco que afundou tentando alcançar a Grécia O pai de Aylan Kurdi, a criança síria encontrada afogada na costa da Turquia, em uma tragédia que comoveu o mundo, está sendo acusado por sobreviventes do naufrágio de trabalhar junto aos traficantes de pessoas que fazem a travessia de refugiados no Mar Mediterrâneo. De acordo com testemunhas ouvidas pela agência Reuters, Abdullah Kurdi pilotava o precário barco que afundou tentando alcançar a Grécia. Na semana passada, ele disse que um turco pilotava o barco e se jogou ao mar antes do incidente. Pai do pequeno Aylan, Abdullah Kurdi, foi encontrado inconsciente, mas sobreviveu Ahmed Hadi Jawwad e sua esposa, Zainab, iraquianos que disseram ter perdido a filha de 11 anos e o filho de 9 anos na travessia, disseram à Reuters que Abdullah Kurdi entrou em pânico e acelerou quando uma onda atingiu a embarcação. À emissora de TV australiana Network Ten, nesta sexta-feira, Zainab contou que o pai de Aylan conduzia o barco em alta velocidade e desde o início da viagem. A iraquiana afirmou ainda que, ao negociar a viagem de sua família, teria recebido do intermediário garantia de que a travessia seria segura, já que o capitão estaria transportando sua própria família.

"A história que ele (pai de Aylan) contou não é verdadeira. Não sei o que levou ele a mentir, talvez medo", disse Jawwad. Ele disse que seu contato com os traficantes se chamava Abu Hussein.
A Reuters informou que tentou diversas vezes falar com Abdullah Kurdi por telefone, mas não conseguiu contatá-lo. Abu Hussein também não pôde ser localizado. Ao portal britânico MailOnline, Abdullah Kurdi negou todas as acusações.
No dia 2 deste mês, o barco onde as duas famílias viajavam virou, matando 12 pessoas. Entre elas estavam Aylan, de 3 anos, seu irmão, Galip, 5, e a mãe deles, Rehan. Também se afogaram a menina Zainab, de 11 anos, e seu irmão Haidar, de 10, filhos de Jawwad e Zainab.

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